É com muita satisfação que venho aqui informar sobre o sucesso dos testes - logicamente domésticos - feitos com o sabão de óleo reciclado: É ótimo! E tem sido usado para roupa, quintal, louça e limpeza em geral. E está dando muitíssimo certo.
Faz pouca espuma enquanto limpa na roupa e muita na louça e limpeza geral. Agora estou testando concentrações para um detergente de lavar louça tendo a mesma base por princípio. Este eu testei, mas pedi para um amigo testar também, para manter uma visão crítica da coisa.
E para evitar dúvidas vou ampliar o número de pessoas a testar o produto antes da próxima postagem. Uma delas a dona de casa mais caprichosa e experiente que conheço: minha Avó. Deixa só ela voltar para casa!
Além de reciclar o óleo o processo reutiliza uma série de embalagens plásticas que iriam na melhor das hipóteses demandar energia para serem recicladas: potes, garrafas, galões e até tetrapacks - que servem de molde para a base. Desse modo elas ganham uma vida a mais. É algo que todos podemos fazer.
Reutilizando acabamos por reduzir.
Ah! E lógico, nada melhor do que a sensação de transformar algo inútil e nocivo em algo útil e necessário. Para não falar da terapia proporcionada pelo simples processamento cuidadoso da matéria, pela mera "pausa-para-fazer-o-bem" - tão esquecida, reduzida ou relegada ao "um-dia-eu-faço". Aquela mutação do lixo em ALGO é por demais gratificante.
Pode parecer pouco, mas a reciclagem do óleo doméstico é fundamental e significativa para o meio ambiente. Em geral o recolhimento do óleo doméstico para reciclagem é muito incipiente ou pouco interessante economicamente para as indústrias.
Para que haja um recolhimento eficiente e permanente é necessária uma campanha educativa persistente, que seja criadora de hábitos definitivos e de colaboradores locais.
Agindo em condomínios, escolas, igrejas, estabelecimentos comerciais, casas e, principalmente, junto às pessoas pode-se chegar a um recolhimento satisfatório do óleo doméstico. Tornando-o um hábito, como por o lixo na lixeira ou na porta de casa, somaremos somente vantagens para o meio e para as pessoas.
Ninguém é "ecologista" só porque é legal. Preservar o meio é necessário ao mais egoísta dos seres humanos - ainda que ele ignore ou tente empurrar para outro.
A vontade das pessoas é por um mundo mais limpo...
Quem diria...
Para começar, basta um funil e uma garrafa.
terça-feira, 23 de dezembro de 2008
domingo, 19 de outubro de 2008
O Belo e o Ecológico

Queiramos ou não, a questão da beleza afeta muito a construção de um mundo mais ecológico. Quando as pesssoas olham para o mundo, dificilmente elas conseguem vê-lo. Seu olhar está viciado, seu modo de perceber já foi industrializado. O caminho para produtos mais orgânicos tem sido submetido aos parâmetros de acabamento do mundo industrial.
A coisa é tão séria, que certas práticas ecologicamente pertinentes, como a separação do dito lixo ou a compostagem são rejeitadas como coisas "feias" de se fazer. O próprio lidar com o chamado lixo é permeado pelo repúdio de se lidar com rejeitos industrializados em geral estéreis que foram LEVIANAMENTE descartados. A alcunha LIXO, nada tem a ver com sujeira, mas com um ar de rejeição e estigmatização estética.
Pare para pensar: qual a diferença de uma camisa de manga longa desbotada para uma curta e colorida? - É que a primeira aquece melhor do que a segunda. E SÓ! - Todo o resto procede de preconceitos estéticos patéticos e fundamentalmente superficiais. Aqui eu tinha usado a palavra infantis, mas as criancinhas são mais sábias e assim não procedem.
É sério. Somente num mundo em que a produção de idumentárias foi industrializada e banalizada, no qual se criou a necessidade de uma constante "renovação", e onde os "manequins" são tão mal alimentados é que se pode sustentar o que é chamado de Bonito e que mal e porcamente circula livre pelas ruas, apesar dos risos e protestos.A ampla INDÚSTRIA DA APARÊNCIA não tem sede, sócios ou patentes, ela permeia a sociedade como um todo e todos os ramos de negócios. Atendendo aos impulsos mais básicos da humanidade, entre eles o de posse (para não dizer consumismo), ela tem servido tão somente para manter o ritmo frenético de produção seja lá do que for em nome do "melhor" e mais "bonito" e para o bem da tal da "economia".
Aliás, uma economia na qual as pessoas trabalham mais para que as coisas do que para qualquer outra coisa. Ou qualquer outro alguém. Num processo contínuo e inquestionado que tem avolumado os rejeitos tanto materiais quanto humanos.
Até que idade se é jovem para trabalhar? E até que idade se é jovem para aposentar?
Melhor: por quê o trabalho foi dissociado da VIDA, em seu sentido mais amplo, do homem?
Eu acho essa imagem bem bonita! Linda! Por quê as pessoas cismam em complicar?
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sexta-feira, 3 de outubro de 2008
O ÓLEO
Gente, quer saber, a coisa está feia! Então sejamos mais belos do que ela. Belo e bom! No sentido mais amplo, e não só no aparente, no formal, no contido e discreto.
Vamos roendo o queijo por dentro, começando conosco - nas mínimas coisas. Pense: qual o volume de 6 bilhões de palitos de fósforos? É, geralmente pensamos - "mas é só um fósforo".
Consciência Ecológica é isso CONS-CI-ÊN-CIA - aquilo que nos mantém no ar. Não perca a sua: CONSTRUA UMA ECOLÓGICA!
Não seja um ATERRO DE HÁBITOS dessa sociedade "lixenta".
Vou mandar uma: transforme 1 litro de óleo usado num SABÃO ECOLÓGICO MULTI-USO.
É simples, rápido, barato, ÉTICO e limpo.
Ingredientes:
1 litro de óleo de cozinha usado
400 ml de água fervente
40 ml de amaciante de roupas
200 gr de soda cáustica (não, o sabão não vai te queimar)
FAÇA O SEGUINTE:
Com cuidado, coloque a soda em escamas no fundo do balde, acrescente a água fervente até diluir todas as escamas da soda. Adicione o óleo e mexa bem. Acrescente o amaciante e mexa até formar uma mistura homogênea.
PARA SUA COMODIDADE, ESCALE UM INSTRUMENTO E RECIPIENTE DEFINITIVOS PARA ISSO.
DEPOIS: Coloque em fôrmas e deixe secar bastante. Quanto mais, melhor. Sem pressa.
DICAS:
1 - CRIANÇAS NÃO DEVEM FAZÊ-LO SEM A AJUDA E SUPERVISÃO DE UM ADULTO.
2- suas fôrmas podem ser potes reaproveitados para uso direto, fundos de tetra pack cortados para formar barrinhas. Use a criatividade!
3- eu faço com as quantidades dobradas pois a soda geralmente é vendida ao público em potes de 400gr.
4- ralei esse sabão e lavei meus jeans e meias (que ficaram bem branquinhas) para experimentar. Pensei que não fosse diluir ou fazer espuma direito - MUITOS MEDOS PROVÉM DE ANTIGOS HÁBITOS - mas deu certo. Tudo bem: sabão é sabão! Ou você acha que milagres de marketing acontecem na nossa cozinha? Fala sério!
DETALHE TÉCNICO: o tempo de molho foi reduzido. Experimentem e me contem as variáveis. Estamos desenvolvendo a técnica. O produto é seu.
5- Espalhe a boa, peça para fazerem o mesmo, ou pelo menos para separarem óleo para você. Isso mesmo, ASSUMA SUA ECO-LOUCURA, ela é contagiante.
Vamos roendo o queijo por dentro, começando conosco - nas mínimas coisas. Pense: qual o volume de 6 bilhões de palitos de fósforos? É, geralmente pensamos - "mas é só um fósforo".
Consciência Ecológica é isso CONS-CI-ÊN-CIA - aquilo que nos mantém no ar. Não perca a sua: CONSTRUA UMA ECOLÓGICA!
Não seja um ATERRO DE HÁBITOS dessa sociedade "lixenta".
Vou mandar uma: transforme 1 litro de óleo usado num SABÃO ECOLÓGICO MULTI-USO.
É simples, rápido, barato, ÉTICO e limpo.
Ingredientes:
1 litro de óleo de cozinha usado
400 ml de água fervente
40 ml de amaciante de roupas
200 gr de soda cáustica (não, o sabão não vai te queimar)
FAÇA O SEGUINTE:
Com cuidado, coloque a soda em escamas no fundo do balde, acrescente a água fervente até diluir todas as escamas da soda. Adicione o óleo e mexa bem. Acrescente o amaciante e mexa até formar uma mistura homogênea.
PARA SUA COMODIDADE, ESCALE UM INSTRUMENTO E RECIPIENTE DEFINITIVOS PARA ISSO.
DEPOIS: Coloque em fôrmas e deixe secar bastante. Quanto mais, melhor. Sem pressa.
DICAS:
1 - CRIANÇAS NÃO DEVEM FAZÊ-LO SEM A AJUDA E SUPERVISÃO DE UM ADULTO.
2- suas fôrmas podem ser potes reaproveitados para uso direto, fundos de tetra pack cortados para formar barrinhas. Use a criatividade!
3- eu faço com as quantidades dobradas pois a soda geralmente é vendida ao público em potes de 400gr.
4- ralei esse sabão e lavei meus jeans e meias (que ficaram bem branquinhas) para experimentar. Pensei que não fosse diluir ou fazer espuma direito - MUITOS MEDOS PROVÉM DE ANTIGOS HÁBITOS - mas deu certo. Tudo bem: sabão é sabão! Ou você acha que milagres de marketing acontecem na nossa cozinha? Fala sério!
DETALHE TÉCNICO: o tempo de molho foi reduzido. Experimentem e me contem as variáveis. Estamos desenvolvendo a técnica. O produto é seu.
5- Espalhe a boa, peça para fazerem o mesmo, ou pelo menos para separarem óleo para você. Isso mesmo, ASSUMA SUA ECO-LOUCURA, ela é contagiante.
terça-feira, 23 de setembro de 2008
Sobre Consciência
Sejamos francos: quem aqui já parou para expor a questão da consciência em termos ecológicos? Sim, pois se há uma consciência qualquer, é justamente a ela que devemos o controle que podemos ter de nossas vidas e, por vezes, de nosso futuro.
E por acaso tem as pessoas levado a ecologia consigo aos recantos mais íntimos de suas vidas? Tem elas realmente dialogado em termos de custo-benefício ambientais com o mais reles sachet de maionese, ketchup, mostarda ou qualquer outro poluente pessoal desses?
Sejamos dignos o suficiente para reconhecermos que esta briga está apenas começando, e que somos tidos como tão loucos ou radicais quanto o era La Resistance antes da marcha sobre paris.
Melhor: tratemos de dissipar a ignorância que nos faz estúpidos ou incoerentes conosco. Mas vamos por partes, pois no nosso modelo de consumo é a partir do imaterial que se concretiza e materializa a maior parte do que chamamos vulgarmente LIXO!
E por acaso tem as pessoas levado a ecologia consigo aos recantos mais íntimos de suas vidas? Tem elas realmente dialogado em termos de custo-benefício ambientais com o mais reles sachet de maionese, ketchup, mostarda ou qualquer outro poluente pessoal desses?
Sejamos dignos o suficiente para reconhecermos que esta briga está apenas começando, e que somos tidos como tão loucos ou radicais quanto o era La Resistance antes da marcha sobre paris.
Melhor: tratemos de dissipar a ignorância que nos faz estúpidos ou incoerentes conosco. Mas vamos por partes, pois no nosso modelo de consumo é a partir do imaterial que se concretiza e materializa a maior parte do que chamamos vulgarmente LIXO!
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